25/03/2020

Vereadores de Holambra pedem que moradores permaneçam em casa

Apelo ocorreu durante a 7ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Holambra, realizada na última segunda-feira (23)

Da redação

Durante a 7ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Holambra, realizada na noite da última segunda-feira (23), um dos assuntos mais comentados pelos vereadores foram as medidas adotadas pelo Executivo através de decreto sobre o novo Coronavírus (Covid-19). Os parlamentares demonstraram poio às medidas do Executivo e apelaram para que os moradores respeitem a o período de resguardo e permaneçam em casa frente à pandemia do novo coronavírus, que vem preocupando todo o país e o mundo nos últimos meses.

A Prefeitura tem anunciado nas últimas duas semanas, mudanças na rotina dos holambrenses para evitar a transmissão do vírus, como por exemplo – a partir desta terça-feira (24), todos os comércios com atendimento ao público, como lojas e restaurantes, fecharam as portas por tempo indeterminado. A liberação está aberta apenas para áreas da saúde, como farmácia e clínicas, também setores de padarias, supermercados (com limite de 10 a 60 pessoas de acordo com o tamanho do estabelecimento), abastecimento e serviços essenciais.

O vereador Aparecido Lopes aproveitou a sessão para ler a carta de um munícipe e cobrou do Executivo mais transparência no decreto da quarentena e fiscalização nos transportes que recebem pessoas de outras cidades para trabalhar.

O presidente da Câmara, Lucas Barbosa Simioni, utilizou o momento para parabenizar e agradecer a toda a equipe de Saúde de Holambra e de todo o país. “Eles não podem ficar em casa, estão deixando suas famílias para ir pra linha de frente, correr o risco de serem infectados, enquanto nós não agirmos com responsabilidade, eles não vão poder sair de lá”. disse.

O líder do Legislativo acrescentou ainda: “Eu vi uma frase que me marcou muito e é verdade – uma geração passada da nossa foi convocada para sair de casa e ir para guerra, morrer na guerra, para nossa geração estão só pedindo para gente ficar em casa, pra viver. Então fica aqui o meu apelo: vamos ficar em casa, vamos cuidar de nossos familiares, vamos pensar não só na gente, mas nos outros e principalmente nos profissionais da Saúde que estão a frente dessa guerra. Não é hora de politicagem”, expressou.

Em tribuna, o vice-presidente da Casa de Leis, Eduardo Silva, o Pernambuco, pediu para que os outros vereadores evitem de estar no prédio pensando na saúde dos colaboradores da Câmara e exaltou ainda que esse é um momento de união de todos. “O que mais se fala é em política, politicagem. A hora é da gente se unir, esqueçam partido. O Campeonato Paulista parou, ninguém tá discutindo futebol. Vamos parar com esse negócio de criticar, esqueça o pré-candidato a prefeito Aparecido, o pré-candidato Fernandinho, que a gente se una e discuta política só na hora certa”, disse.

Para o primeiro secretário Mauro Sérgio, não é o momento de procurarmos culpados. “Está faltando consciência das pessoas. Gente comprando tudo sem pensar no próximo. No momento que a gente tiver consciência que os problemas não são somente das autoridades competentes, tudo vai ficar mais fácil. É lógico, como autoridades  elas tem que buscar soluções, mas não conseguiremos nada sem a compreensão de todos,” pontuou.

Serviços liberados

Hospitais, clínicas de especialidades médicas e odontológicas, de exames, laboratórios e farmácias, supermercados, mercados, mercearias, padarias e açougues, sem o consumo de alimentos e bebidas no estabelecimento. Transportadoras, postos de combustíveis, agências bancárias e lotéricas, agências de correios, agências de comércio exterior, oficinas mecânicas, serviços de transporte, pet shops, bancas de jornal, mercados de flores, órgãos de imprensa e distribuidoras de água e de gás.

Empresas de segurança privada, de limpeza, manutenção, zeladoria e funerárias e clínicas veterinárias com atendimento de portas fechadas para assistência de urgência e pronto-atendimento emergencial.

Não pode funcionar

Bares, restaurantes, trailers, feirantes, lanchonetes e lojas de conveniência, somente com serviço de entrega (delivery). Os demais estabelecimentos devem realizar suas vendas por telefone ou meios eletrônicos.

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