07/11/2018

Vereadora propõe implementação do Escola Sem Partido em Holambra

Moradores opinam sobre medida que foi apresentada na Câmara

Da redação 

O Programa Escola Sem Partido foi criado em 2004 e, desde então, grupos políticos tentam sua aprovação em diversos âmbitos do país. O programa consiste em fazer com que professores da rede pública de ensino não façam propaganda partidária nas escolas ou durante as aulas.

Em Holambra, a vereadora Jacinta Heijden (PSDB) apresentou, durante plenária realizada nesta segunda-feira (5), um Projeto de Lei (PL) que visa implementar o programa Escola Sem Partido nas escolas públicas do município.

Entre os objetivos do programa Escola Sem Partido, de acordo com o próprio projeto, estão especificadas funções que os professores devem ou não desempenhar nas aulas. Estes não poderão expressar interesses, opiniões e preferências ideológicas dentro da escola, bem como não deverão constranger alunos com ideias contrárias.

Os educadores também não poderão fazer propaganda partidária durante as aulas e deverão respeitar o direito dos pais ensinarem qualquer educação religiosa em casa que quiserem. De acordo com Jacinta (PSDB), os educadores e autores de livros didáticos utilizam obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas, especialmente, segundo ela, moral sexual.

“Entendemos que é necessário e urgente adotar medidas eficazes para prevenir a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas”, afirma a legisladora no documento apresentado.

Questionados sobre a PL, os moradores de Holambra se dividem. Carolina Bessa defende que a ideia seja implementada na Cidade das Flores. “Nossas crianças precisam aprender as matérias básicas, e não a serem militantes políticos”, afirma a moradora. “A escola tem que apresentar fatos, e não versões da realidade que convém ao partido que está no poder”, opina Teresa Thompson.

Outros moradores, no entanto, não compartilham da mesma opinião da vereadora. “O Escola Sem Partido nada mais é do que um programa de censura dentro das escolas, além de tirar a pluralidade de ideias e reduzir os debates em sala de aula”, aponta Edson Tonon. Paula Pascoalini concorda. “O programa é, na verdade, uma escola com mordaça. Querem calar os jovens e deixá-los sem opinião crítica”, descreve a moradora. “A educação já está ruim, assim ficará ainda pior”.

Caberá ao Poder Executivo, a partir de agora, decidir se irá ou não acolher o PL apresentado por Jacinta (PSDB). Se a Prefeitura concordar com a medida, a mesma valerá a partir de um ano após publicada.

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