30/03/2016

Policlínica de Holambra adota máscaras devido à suspeita de H1N1

Medida foi solicitada pela Vigilância Sanitária.

Por Isadora Stentzler

Funcionários da Policlínica de Holambra passaram a usar máscaras de proteção na manhã da terça-feira (30) devido a uma suspeita de infecção por vírus H1N1. A medida protetiva foi solicitada pela Vigilância Sanitária do município e inclui pacientes com quadro clínico suspeito após a morte de um morador da cidade na madrugada da última segunda-feira (28). Exames foram solicitados ao Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, e devem sair nas próximas semanas com comprovação ou não da morte pelo vírus.

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Moradora do bairro Ipê, a aposentada Divina Rodrigues Soares, de 68 anos, procurou a Policlínica ontem devido a uma tosse e foi orientada a usar a máscara de proteção. “Um homem já estava com essa doença aí e eles falaram que era pra eu usar a máscara até chegar em casa”, conta.

Além de Divina, outros pacientes também circulavam na Policlínica com a proteção.

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Segundo informou a assessoria da Prefeitura de Holambra, devido a solicitação enviada ao Instituto Adolfo Lutz a Vigilância adotou a medida protetiva e reforçou o uso de álcool gel na Policlínica, mas que não há nenhum caso confirmado. “Considerando o surto amplamente noticiado de casos de H1N1 no Estado de São Paulo e na região, bem como o anúncio, por parte do governo, da antecipação de medidas de combate como a campanha de vacinação, a direção do setor de Vigilância em Saúde de Holambra determinou, em caráter preventivo, a adoção de máscaras, pelos servidores, no protocolo de atendimento da Policlínica”, destacou em nota.

O texto ainda frisou a necessidade dos moradores reforçarem cuidados com a higiene pessoal – em especial a limpeza constante das mãos – e evitar locais com aglomeração de pessoas.

A medida das máscaras também deve ser mantida pelas próximas semanas.

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Suspeita

Silvio Aparecido de Oliveira morreu na madrugada de segunda-feira (28) em Jaguariúna com suspeita de infecção da gripe H1N1. Ele estava internado no hospital Walter Ferrari desde o dia 20.

O laudo com as causas oficiais da morte deve ser divulgado pelo Instituto Adolfo Lutz nas próximas semanas.

Morador de Holambra morre com suspeita de H1N1

H1N1

A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1 da influenza do tipo A. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína.

O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) não há risco desse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius).

Como se trata de uma gripe, os sintomas são comuns e  incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas relatam diarreia e vômitos associados ao tipo de gripe. Porém, caso o paciente apresente febre alta acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência é preciso cuidados especiais e a procura de um médico.

Para prevenção o melhor método é um estilo de vida saudável com lavagem regular de mãos, ingestão de muito líquido e evitar o contato com pessoas doentes.


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