07/04/2016

Mapeamento aéreo reforça combate ao mosquito transmissor da Dengue em Holambra

Até o momento, nove casos da doença foram registrados.

A Prefeitura de Holambra em parceria com a empresa HC2 implantaram no município um método de mapeamento aéreo para localizar focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Imagens captadas há cerca de uma semana por um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) oferecerem ao departamento municipal de Saúde condições de atuar diretamente na derrubada de possíveis criadouros.

O mapeamento fotográfico feito pelo aparelho, controlado via rádio, contempla toda a extensão urbana de Holambra. A análise desse material permitirá a identificação de imóveis que propiciam a proliferação do mosquito, como caixas d’água destampadas, piscinas sem tratamento e excesso de entulho.

VANT

De acordo com o diretor municipal de Saúde, Valmir Marcelo Iglecias, as informações obtidas a partir desse levantamento serão muito importantes para planejar e direcionar o trabalho dos agentes comunitários. “Temos feito desde o ano passado um trabalho preventivo intenso, com campanhas de educação permanente e visitas casa a casa. Os detalhes oferecidos pelo mapeamento aéreo nos darão informações essenciais para atacar potenciais pontos de risco até então desconhecidos”, explicou.

Segundo o proprietário da HC2, o biólogo Geraldo Eysink, aproximadamente 2,5 mil fotos foram tiradas durante os voos do VANT. Sobrepostas, elas cobrirão toda a zona urbana do município.

Em 2015, 267 casos de dengue foram confirmados em Holambra – 98% deles entre moradores de bairros urbanizados. “Esses dados nos motivaram a priorizar essas áreas em nosso levantamento”, explicou Valmir.

vant2

A incidência de dengue na cidade caiu radicalmente esse ano. Até o momento, apenas nove casos foram registrados desde o início de janeiro. A explicação, segundo Valmir, está na ação de conscientização que ampliou o engajamento dos moradores e no trabalho diário de identificação e derrubada de criadouros por parte dos agentes de Saúde. “Ferramentas como o mapeamento fotográfico são muito importantes porque ampliam a capacidade de combate ao mosquito”, disse o diretor. “Mas é a participação efetiva da população nas ações do dia a dia que faz toda a diferença. Holambra comprou a briga contra a dengue e felizmente estamos vencendo. É preciso continuar”.

 


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