16/01/2019

Holambra tem ‘ineficiência extrema’ em Educação, diz pesquisa

Cidade ficou na 544ª posição dentre as 598 cidades que disponibilizaram os dados

Henrique Oliveira

Um estudo apontou que a Educação de Holambra tem ‘ineficiência extrema’ pelo Atlas da Eficiência da Gestão Municipal. Lançado no final do ano passado (2018) pelo I3gs – órgão ligado à Universidade de Brasília (UnB) – o município holambrense ocupa a 544ª posição no ranking de 598 cidades.

O estudo compara a gestão pública de Educação entre as cidades do Estado de São Paulo em números para diferenciar as mais eficientes das menos eficientes na pasta municipal. Para se chegar nestas estatísticas, a pesquisa levou em consideração a aprovação de alunos, retenção, valor investido por cada estudante e proficiência.

Segundo o Atlas, Holambra investe R$ 8.900,94 anualmente por aluno. Para o estudo, a cidade teria que se adequar a um ajuste de (-) 50,8%, chegando a R$4.383,26 por discente. Ainda de acordo com o guia, “O [município] produz 49,2% do que poderia produzir considerando os insumos disponíveis”. O relatório também informa que a nota média do município no Ideb é de 6,2 e que a desistência escolar é de 0,1% do total de matriculados.

Do total de 645 municípios do Estado de São Paulo, 598 cidades disponibilizaram os dados para a realização do Atlas. Dez municípios foram considerados eficientes, 46 ineficiência moderada, 313 ineficiência crítica e 229 ineficiência extrema.

A cidade ficou na 544ª posição dentre as 598 cidades que disponibilizaram os dados. O Estado de São Paulo possui 645 municípios. Porém, nem todos disponibilizaram as informações para a realização da pesquisa.

Prefeitura

O departamento municipal de Educação contesta a classificação atribuída ao município pelo levantamento e reforça que o ensino público de Holambra acumula ao longo dos últimos anos resultados expressivos que atestam a eficiência e a qualidade do processo de aprendizado das escolas locais. Holambra obteve na última avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), em 2017, a maior nota já registrada pelo município em 13 anos (7,3).

A mais recente Avaliação Nacional de Alfabetização qualificou ainda o ensino público da cidade com 91,86% de alfabetização na idade certa – ou seja: até o terceiro ano do ensino fundamental. Esses dados, divulgados por instituições de reconhecida competência e relevância, demonstram com absoluta clareza o bom desempenho dos alunos e do trabalho dos profissionais da rede, acima das médias do Estado de São Paulo e do país.

O departamento ressalta ainda que dados utilizados pelo I3GS estão desatualizados – entre eles a nota do IDEB, que não considera os resultados mais recentes – e que as métricas adotadas são incompatíveis com a realidade.

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