09/02/2019

Holambra perde 1.247 linhas de telefonia fixa em quatro anos

Redução faz parte do processo da revolução industrial

Mariana Avanzzi

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o serviço de telefonia fixa de Holambra perdeu 1.247 linhas entre os anos de 2015 e 2018. A queda é justificada pela era dos aparelhos celulares e o acesso à internet.

Em  janeiro de 2015 Holambra contava com 2.606 linhas telefônicas. No mesmo mês de 2016 o número já havia caído para 1.493. Já no ano de 2017, a cidade iniciou com 1653 linha. No entanto, no final de 2018 o número caiu para 1.359.

Janaína Frade conta que ainda precisa usar o telefone fixo em casa. “Uso bastante para fazer contatos com clientes, trabalho bastante em casa e faço essas ligações”, conta Janaína, que é auxiliar administrativa e faz prestação de serviços. No entanto, Janaína sabe que, para a maioria das pessoas, o aparelho tem caído em desuso. “Hoje é só para banco ligar oferecendo cartão ou aquelas agencia pedindo coisas”, conta, bem-humorada.

Agora, se tem alguém que nem se lembra quanto tempo faz que deixou de usar o telefone fixo é Marcos Ferreira. “Hoje com esses planos de celular não tem por que você ficar pagando um telefone fico, sem contar que no WhatsApp a gente já resolve quase tudo”, comenta Marcos.

Estudiosos dizem que os smartphones são os principais responsáveis para a diminuição das linhas fixas não só em Engenheiro Coelho, mas em todo o país. O economista Luiz Amorim, por exemplo, explica que os tempos mudaram e as pessoas se adequaram com a nova realidade.

”Hoje, os telefones fixos se concentram em escritórios e estabelecimentos comerciais. Dentro das residências, virou uma raridade justamente pelos valores, o que a consumidora Ana Amélia relatou é o que acontece na maioria dos casos, o consumidor coloca na balança e vê que não irá agregar tanto para estar desembolsando um valor mensal por algo que não será utilizado, ou que poderá ser substituído por outro meio que trará os mesmos benefícios pela metade do preço”, expõe.

A queda do valor cobrado pelo uso da internet e a crise econômica entre 2016 e 2017 aceleraram o processo de redução dos aparelhos fixos.

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