27/09/2018

Especialista fala de paisagismo comestível aos alunos da FAAGROH

A FAAGROH é a primeira faculdade do Brasil destinada integralmente ao agronegócio, com instalações abertas e aulas 100% práticas.

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“Jardins com frutas e temperos propiciam o aumento do convívio das pessoas”. A frase é de Flávia Nunes, paisagista, instrutora do curso de Paisagismo e Jardinagem do Senac do Rio de Janeiro, professora de paisagismo da Associação dos Amigos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e paisagista da websérie “Jardim de Ideias – 50 dias de verde”. Ela trouxe toda sua experiência e conhecimentos aos alunos da FAAGROH (Faculdade de Agronegócios de Holambra), durante palestra no campus da instituição no dia 20.

A especialista falou da importância de reativar a concepção de plantar o que se come e aplicá-la em ambientes, não importando quantos metros quadrados se tenha. “Cultivar pequenas plantas comestíveis em casa, como temperos e hortaliças, é uma prática sustentável que funciona como terapia para quem gosta. Uma prática saudável, que decora e faz bem para a saúde”, defende Flávia.

Para expor aos alunos dos cursos de agronomia e de gestão de agronegócios com ênfase em horticultura a aplicação das técnicas e elaboração de espaços paisagísticos, Flávia discorreu sobre projetos que desenvolveu, como a experiência de plantar pés de açaí próximos a prédios. “Em outra oportunidade, fiz um projeto numa cobertura na Zona Norte do Rio para uma cliente que estava grávida. Usei eugenia mattosii em um jardim menos trabalhoso para cuidar.”

Ela cita que, a exemplo desses projetos, a presença de frutíferas está cada vez mais em voga, pois torna o paisagismo funcional e comestível, além de aproximar mais as pessoas, que querem aproveitar a sombra e as frutas do próprio quintal.

Flávia citou uma lista das mais utilizadas atualmente. São elas: jabuticaba, acerola, pitanga, eugenia mattosii, bromélia, citros, jambo, fruta-pão, urucum, maracujá, amora, cabeludinha, sinsépalo, grumixama, cambucá, jaca, cereja, cupuaçu, cacau, açaí, anona, goiaba, entre outras.

“É importante o agrupamento, e observar a necessidade de adubação, irrigação e presença de sol que são necessárias a cada planta. Composição paisagística precisa de criatividade”, explicou a palestrante. “Tem que cuidar do jardim, pois ele não vai se autossustentar. E dê sempre preferência a adubos orgânicos e inseticidas naturais”, orientou.

Segundo Flávia, o objetivo da sua palestra foi mostrar aos alunos que eles podem colocar no paisagismo as plantas que pensam em produzir. “Porque o paisagismo tem que deixar de ser fútil para ser útil, e ter não só plantas decorativas, mas também as funcionais e comestíveis que deve ser introduzidas em composição com outras que não são comestíveis.”

“A palestra foi altamente enriquecedora. A gente teve no semestre passado aula sobre todas as árvores, plantio, mudas… E você saber que pode usar isso no paisagismo e acrescentar um visual e mais um sabor, foi assim simplesmente fantástico”, elogiou Roberta Lazarov, aluna de agronegócios com ênfase em horticultura.

Além da troca de informações com o público, a palestrante fez questão de destacar os diferenciais de FAAGROH . “A estrutura das salas me encantou. Os laboratórios são fantásticos. Estão de parabéns pelo investimento nesse local, uma faculdade desse nível. Eu como amante da natureza desde pequena, ficou pensando o quanto eu seria melhor como profissional hoje se tivesse tido esse tipo de ensino, estudado em uma faculdade que tivesse investido em tecnologia, em estímulo de conhecimento. Com essa metodologia de ensino vocês estão formando profissionais de excelência”, disse.


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