14/09/2017

Morador de Holambra alega descaso da Policlínica Municipal

Durante sessão da Câmara, munícipe afirmou que filha teve atendimento negado

Da redação

Um depoimento, realizado na 23ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Holambra, chamou atenção durante o momento da Tribuna Livre. Valdeci Domingues Camilo, morador do bairro Imigrantes, alegou negligência por parte da Policlínica Municipal. A vítima, de acordo com as acusações, seria sua filha, de 12 anos, a quem teria sido negado atendimento no dia 25 de agosto deste ano.

Valdeci Camilo trabalha como motorista e atende pelo apelido “cowboy”. O morador utilizou a Tribuna Livre na última sessão da Câmara de Vereadores (e reiterou, posteriormente, à equipe do Portal Holambrense) para relatar o caso, ocorrido dia 25 de agosto. De acordo com Camilo, no dia em questão, sua filha, de 12 anos, apresentou “inúmeras manchas vermelhas pelo corpo” que, segundo ele, eram resultado de uma reação alérgica. “Fui direto para a Policlínica, mas a médica nem olhou minha filha e falou que não era emergência. Disse que não iriam atendê-la”, revela o morador.

Após, ainda segundo Camilo, ter o atendimento na Policlínica negado, o morador recebeu a instrução de ir até a Rua Coberta, onde deveria marcar uma consulta para uma data disponível. “Não dava para esperar. Imagina que eu iria marcar uma consulta? Fui para um médico particular. Nessas horas a saúde da família fala mais alto que o dinheiro”, conta Camilo.

De acordo com o depoimento, a filha recebeu medicamentos devido à reação alérgica e que, se não tivesse ido imediatamente até um médico particular, o quadro da menina iria se agravar. “Ela está até agora com algumas manchas vermelhas pelo corpo, mas, graças a Deus, já está melhorando há alguns dias”, garantiu.

Prefeitura

Questionada, a Assessoria de Comunicação do Poder Executivo de Holambra negou que a Policlínica Municipal tenha agido com negligência no caso da filha de Valdeci Camilo. Segundo a Prefeitura, o atendimento à menina de 12 anos foi realizado normalmente pelo profissional que se encontrava de plantão. Ainda de acordo com o Executivo, após uma primeira avaliação, a paciente teria sido orientada a prosseguir até o Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro Imigrantes para iniciar o tratamento, porém, Camilo não teria seguido a orientação dos médicos.

Nota na íntegra enviada pela assessoria da Prefeitura ao Portal Holambrense:

“O departamento municipal de Saúde esclarece, em primeiro lugar, que não houve, em absoluto, rejeição ao atendimento desta ou de qualquer outro paciente. Para que se tenha uma ideia, a Policlínica Municipal atende, em média, 380 pessoas por dia entre consultas e pronto atendimento. O departamento informa, ainda, que a moradora foi atendida regularmente pela médica pediatra do plantão em 25 de agosto, às 8h35 (horário de entrada à Policlínica). Após avaliação da médica, a paciente foi orientada a procurar o Posto de Saúde da Família (PSF) do seu bairro para dar início ao tratamento – o que não aconteceu”.

Caso haja qualquer insatisfação com o atendimento realizado na Policlínica Municipal, ou em qualquer estabelecimento da Saúde, o morador deve entrar em contato com a Ouvidoria, por meio do site do Executivo ou pelas redes sociais da Prefeitura.

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