22/06/2017

Concerto com maestro João Carlos Martins reúne mil pessoas em Holambra

“Flores tem tudo a ver com arte porque as flores podem inspirar qualquer artista ", declarou o artista

Leonardo Saimon

Foram necessários apenas quinze minutos e o Centro de Convenções logo estava repleto. Moradores de Holambra e amantes da música erudita de outros municípios se espremiam no salão a fim de prestigiar o espetáculo do maestro João Carlos Martins. Ao menos mil pessoas marcaram presença na apresentação única do músico na ‘Cidade das Flores’. O Concerto “Na Roda com o Maestro – Uma homenagem a Johann Sebastian Bach” trouxe à vida o grande nome da música clássica alemã.

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A apresentação de Martins também levou os holambrenses a experimentarem toda musicalidade erudita em sessão inédita na cidade. Momentos antes da apresentação, a diretora municipal de Turismo Alessandra Caratti falou do resultado de trazer João Carlos Martins a Holambra.

“É um presente para a cidade e para a região também ao trazer um músico de caráter internacional. Para nós que abraçamos essa causa é extremamente prazeroso. Esse espetáculo abre além disso o Festival de Inverno no município”, reforçou Alessandra.

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O músico se apresentou acompanhado da Orquestra Camerata Bachiana e sua vinda foi viabilizada pela lei de incentivo fiscal Rouanet. A trajetória de superação e momentos emblemáticos da carreira do artista foi lembrada em um breve vídeo introdutório que apresentou o maestro aos espectadores.

Em uma conversa com a equipe do Portal Holambrense, João Carlos Martins falou do carinho que tem por Holambra e das expectativas em tocar na capital nacional das flores. “Flores tem tudo a ver com arte porque as flores podem inspirar qualquer artista em qualquer área. Inclusive já regi muitas vezes a Valsa das Flores. Hoje, estou aqui para retribuir o que a cidade me inspirou naquela época”, declarou o maestro ao fazer alusão a primeira vez que conheceu a cidade.

Martins também pontuou que, apesar do tamanho, Holambra pode fortalecer o gosto pela arte erudita.

Além disso, ele anunciou projetos para o decorrer do ano de 2017 como o filme sobre a vida dele que será lançado nos cinemas. Para tanto, o longa será interpretado pelo ator Alexandre Melo. Já sobre o projeto Batutinha, o músico adiantou que narrará a história de um garoto que deseja ser maestro.

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O Maestro
João Carlos Martins iniciou seus estudos de piano na infância e, aos 13 anos, começou sua carreira no Brasil. Cinco anos depois ganhou projeção no exterior. Aos 20 anos, estreou no famoso Carnegie Hall, em Nova York, em apresentações patrocinadas pela, então primeira dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt.

O maestro passou por dois incidentes que poderiam ter posto fim à sua carreira musical. Em 1966, aos 26 anos, sofreu uma lesão no braço quando jogava uma partida de futebol em Nova York, que o manteve afastado dos palcos por sete anos. Quando retornou as atividades, gravou a obra completa de Bach. Em 1995 foi ferido num assalto na Bulgária e ficou com o lado direito do corpo paralisado. Vítima da síndrome de movimentos repetitivos encerrou a carreira de pianista aos 63 anos, mas não deixou o universo da música. Estudou regência, fundou a Filarmônica Bachiana Jovem em 2006 e hoje é regente e diretor-artístico da Bachiana Filarmônica SESI-SP.

A Orquestra Bachiana Filarmônica apresentou-se pela primeira vez em 2004, em São Paulo e, depois disso, com um repertório que inclui sinfonias de Beethoven, Brahms e Tchaikovsky, esteve nas mais importantes salas de concerto do Brasil e do mundo.

Em 2006, com objetivo de trabalhar na evolução musical de jovens musicistas e democratizar a música clássica com apresentações em espaços variados, João Carlos Martins fundou a orquestra Bachiana Jovem. Em 2010, as duas orquestras se fundiram formando a Bachiana Filarmônica SESI-SP, um grupo que reúne músicos profissionais, orientadores e jovens musicistas. É uma das mais importantes orquestras da iniciativa privada do Brasil, mantendo os ideais que deram origem à Bachiana Filarmônica e à Bachiana Jovem.

O termo Bachiana remete à riqueza musical do Brasil, numa homenagem ao imortal maestro e compositor Heitor Villa-Lobos, autor das célebres Bachianas Brasileiras, e à Johann Sebastian Bach. A Camerata Bachiana, parte da Fundação Bachiana Filarmônica, é formada por viola, cello, oboé, clarinete, fagote, flauta, percussão e dois violinos.

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