15/05/2018

Câmara de Holambra propõe atendimento preferencial para doadores de medula

Medida visa incentivar doações de moradores do município

Da redação 

A doação de medula óssea não é um processo simples. Este fato é fácil de ser comprovado com um simples exercício mental. Quantos doadores de sangue você conhece? Certamente, a lista de nomes que você lembrou é mais longa do que a de doadores de medula. É claro que isso não tira nenhum mérito daqueles que doam sangue (e seria melhor que todos doassem), mas exemplifica a dificuldade em encontrar quem doa medula óssea.

Pensando em incentivar os moradores de Holambra a se tornarem doadores de medula óssea, a presidente da Câmara, Naiara Hendrikx (MDB), apresentou uma alteração na Lei Municipal nº 745/2011. Atualmente, a norma prevê que doadores de sangue, órgãos e tecidos, podem ter direito a atendimento prioritário nos estabelecimentos do município, como bancos, lotéricas e demais comércios.

O intuito da alteração, apresentada na última sessão da Câmara de Holambra, seria incluir no grupo de pessoas contempladas os doadores de medula. Assim, quem for cadastrado como doador de medula óssea, além de ajudar a salvar vidas, se beneficiará sempre que precisar utilizar algum serviço em Holambra, evitando as incômodas filas.

“O estímulo da prioridade e preferência no atendimento não trará nenhum ônus à sociedade, que pode ainda se conscientizar na necessidade destas doações”, afirmou Naiara no documento encaminhado à Câmara. Segundo a proposta, para obter o benefício os interessados devem possuir algum documento que comprove a doação de medula, ou até mesmo um comprovante de cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Como doar

O primeiro passo para realizar a doação é procurar um hemocentro e agendar uma consulta de esclarecimento ou palestra sobre doação de medula óssea. O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e preencher uma ficha com informações pessoais. Será retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) do candidato a doador. É necessário apresentar o documento de identidade.

O sangue será analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade. Os dados pessoais e o tipo de HLA serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o voluntário será consultado para decidir quanto à doação. Por este motivo, é necessário manter os dados sempre atualizados.

Quem pode doar

Para ser um doador voluntário de medula óssea, é necessário possuir algumas características específicas. São elas:

– Ter entre 18 e 55 anos de idade
– Estar em bom estado geral de saúde
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico
– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso

Sobre o Redome

O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) foi criado em 1993, em São Paulo, para reunir informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. Desde 1998, é coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), no Rio de Janeiro.

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