20/08/2017

Aluno da Faculdade das Flores fala de expectativas em nova instituição de Holambra

Sérgio Celegatti conta quais os desafios de ser um dos alunos mais velhos da istituição

Da redação

Começar uma nova faculdade nunca é tarefa fácil, ainda mais quando se está longe dos 18 anos, idade em que a maioria dos jovens se insere no meio acadêmico. Com o início das aulas na ainda nova Faculdade das Flores, inaugurada no início desta semana, o Portal Holambrense conversou com um dos alunos da primeira turma da instituição. Sérgio Henrique Celegatti tem 55 anos, trabalha na Prefeitura de Holambra e não pensou duas vezes ao se matricular para o curso que, daqui dois anos e meio, o tornará tecnólogo em agronegócios com ênfase em horticultura.

Nascido em Mogi Guaçu/SP, Sérgio se desloca todos os dias até o Executivo da Cidade das Flores para desempenhar suas funções e, quando necessário, vai até Santo Antônio de Posse para trabalhar em sua empresa do ramo de flores, onde é auxiliado pelo único filho. Uma rotina um tanto corrida, certo? Pois Sérgio Celegatti topou um novo desafio. Ele é um dos 60 alunos que compõem as primeiras turmas da Faculdade de Agronegócios de Holambra (Faagroh). Nesta breve entrevista, ele nos conta as expectativas e as primeiras impressões da primeira Faculdade das Flores do Brasil.

Você já possui formação superior? Sim, sou formado em Técnico em Agropecuária e MBA em Gestão de Pessoas e Negócios, então já tenho uma boa bagagem acadêmica. O que me faltava era essa parte do conhecimento do agronegócio voltada para as plantas, sementes, flores e hortaliças. Quando percebi que abriria uma instituição que poderia me capacitar nessas áreas, não pensei duas vezes. Decidi comigo mesmo: vou fazer.

Você já possui algum empreendimento relacionado a agropecuária? Sim. Hoje trabalho aqui na Prefeitura, na área de Desenvolvimento Econômico e Planejamento e também possuo uma empresa no ramo de flores, em Santo Antônio de Posse, onde meu único filho está à frente

Como você vê a iniciativa da Prefeitura em abrir a Faculdade das Flores? Este esforço da Prefeitura era um sonho antigo do prefeito muito antes dele assumir o cargo. Ele teve uma primeira conversa com alguns professores e, quando assumiu o Executivo, ele voltou a amadurecer a ideia. Com esse amadurecimento veio muito trabalho, principalmente junto ao MEC, que queria saber claramente o objetivo de Holambra com este curso, que era algo novo para eles também. Na época eu fiz parte das conversas, representando a população da cidade. Confesso que me interessou muito, junto com outros moradores e com outros empresários da cidade. Fizemos uma pesquisa, chamamos as grandes empresas e montamos a grade que mais suprisse a demanda que existia no município. Eu, por exemplo, quando cheguei a Holambra, tinha me especializado no Colégio Agrícola na área do café. Ou seja, não possuía este conhecimento específico no cultivo de flores. Esta formação faz muita diferença no trabalho. A tecnologia nesta área vem avançando e falta mão de obra.

E sua família, apoiou a ideia? Minha família apoiou muito a ideia. Minha esposa, desde o começo, esteve ao meu lado quando pensei em me matricular na Faculdade das Flores. Meu filho, que está à frente do meu empreendimento relacionado a agronegócio, também ficou muito contente e segue me incentivando.

Como está a expectativa pelo curso após a primeira semana de aulas? A expectativa na nossa turma foi superada. Percebemos que o corpo docente da faculdade é extremamente capacitado e possui um alto conhecimento. Isso animou mais ainda os alunos e posso sentir isso na pele. Temos muitas pessoas diferentes estudando, de vários segmentos, e isso também ajuda a enriquecer a instituição. O saldo até agora é mais do que positivo.

Como você faz para conciliar a rotina de trabalho, família e a nova faculdade? Realmente este é um novo desafio na minha vida. Como falei antes, a torcida e incentivo de minha esposa e filho me ajudam a enfrentar as dificuldades. É normal, principalmente no começo, sentir um pouco a diferença de rotina, mas creio que tudo vai dar certo. Você precisa fazer a sua parte se quer aprimorar suas habilidades no que quer que seja.

E depois de se formar, quais são os planos? Não pretendo mudar o rumo de minha carreira, mas meu objetivo principal é agregar conhecimento onde já atuo. Tenho meu negócio próprio e quero buscar esta nova formação para nos alavancar ainda mais em nossa área de atuação.

 

Como você vê a oportunidade de voltar a estudar no momento delicado que o país enfrenta? Eu vejo que é mais uma oportunidade de Holambra continuar remando contra a maré, ou seja, crescendo. O mercado de flores aqui é o mais forte do Brasil, nosso município vem num crescente constante no que diz respeito a esta fatia da economia, que é o que realmente move Holambra. A Faculdade das Flores vai, ao longo do tempo, consolidar nossa região e manter a segurança de quem atua na área. Não é porque o Brasil passa por este momento de crise que temos que seguir o mesmo caminho. Estamos entusiasmados com as várias empresas internacionais que estão vindo pra Holambra e cremos que esse setor vai continuar assim.

Qual é, em sua opinião, a importância da Faculdade das Flores para Holambra? Eu diria que é agregar conhecimento à tanta mão de obra que já trabalha no setor de flores aqui em Holambra. Força de trabalho nós temos e talvez faltasse um pouco mais de qualificação, coisa que vejo como resolvida nos próximos anos em decorrência da faculdade.

O que você diria ao cidadão holambrense que deseja estudar na Faculdade das Flores? A oportunidade que estamos tendo em Holambra hoje, com o primeiro curso desta área sendo implantado no nosso município, é algo que o jovem não pode deixar passar. Ter perto da sua casa um ambiente de aprendizado como esse, onde serão apresentadas novas tecnologias de trabalho, novos conhecimentos, é para poucos. Em nossa turma, acreditamos muito que no próximo ano teremos ainda mais interesse da população. Não tem idade para estudar. Hoje o grande problema do Brasil é a Educação e sabemos que precisamos de um investimento maior nessa parte. Quando temos isso, precisamos ir para cima e aproveitar ao máximo.


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